Por uma agenda modernizadora – artigo Léo de Castro

O primeiro turno das eleições teve ânimos acirrados e poucas propostas para o desenvolvimento do Brasil. As turbulências políticas tiram o foco do que é central para o futuro do país: a agenda de reformas. Nos últimos dois anos, segundo levantamento produzido pelo Conselho Temático de Assuntos Legislativos (Coal) da Findes, projetos essenciais para a retomada
da economia obtiveram vitória na Câmara e no Senado, com expressiva contribuição dos parlamentares capixabas. Mas devemos buscar mais.

Definidos os representantes do Espírito Santo no Congresso, nosso olhar não deve estar voltado apenas para o Executivo. Será responsabilidade dos deputados federais e senadores decidir pelas reformas da Previdência, política, tributária e microeconômica, pela aprovação do Cadastro Positivo, do distrato imobiliário e do Gás Para Crescer, pautas cruciais para gerarmos empregos e desenvolvimento socioeconômico. Faz-se necessário, portanto, cobrar dos nossos parlamentares compromisso com a agenda modernizadora que vai promover um país melhor para todos.

Os avanços registrados nos últimos anos trouxeram benefícios diretos para o Espírito Santo. As mudanças no pré-sal, por exemplo, fortaleceram os leilões da ANP e deram novas perspectivas para a cadeia de petróleo e gás no Estado. A participação da iniciativa privada ampliou o volume de projetos, totalizando R$ 18 bilhões em investimentos previstos para o setor nos próximos anos em terras capixabas, irradiando oportunidades em nossa economia.

A aprovação da terceirização e da reforma trabalhista trouxe segurança jurídica e contribuirá para novos investimentos. Acreditamos que a construção de um país mais forte passa, obrigatoriamente, pela melhoria do ambiente de negócios. São as empresas que criam empregos para a população, cabendo ao Estado o papel de regular, mediar e desburocratizar, fomentando sempre a livre competição. Sem a força do setor produtivo, não há economia que se desenvolva.

Léo de Castro é presidente do Sistema Findes

 

*Artigo publicado no jornal A Gazeta desta quarta-feira (10)

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