02/03/2016 – Professores da Rede Sesi-ES participam de seminário sobre inovação tecnológica na Educação

Em paralelo, aconteceu o 1º Encontro de Área com todos os professores do Sesi do Ensino Médio

Quando se fala em educação atualmente é imprescindível abordar as inovações educacionais e seus desafios. Nesse contexto, professores do Ensino Fundamental I e II da Rede Sesi-ES participaram do ‘Seminário de Sensibilização sobre o Programa de Formação Continuada’ das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências. O encontro, que aconteceu no último sábado (27) no Teatro do Sesi Jardim da Penha, promoveu um debate sobre “Os desafios da inovação nos processos de ensino e de aprendizagem”, com a participação de três professores convidados e mediação do consultor em Educação Ronis Faria de Souza, além de uma palestra com o tema “A aula inesquecível: o que é qualidade educacional? O papel do professor na qualidade de ensino”.

Como utilizar a tecnologia de informação e comunicação no ensino das Ciências? Segundo o professor licenciado em Biologia Raphael Cardoso Rodrigues, é essencial o educador acabar com a ideia de modelo único de ensino. “É hora de redefinir a profissão e utilizar a prática. Temos que inovar as aulas de Ciências e criar novas formas de aprendizagem, com abordagem interativa e investigativa. Vamos usar a nosso favor as redes sociais, os compartilhamentos de imagens e os vídeos”.

O “grande vilão” que é a Matemática também está no processo revolucionário. Rony Cláudio de Freitas, professor nessa área, mostrou os avanços ao longo dos anos das tecnologias digitais que facilitam a resolução de equações e a comunicação no ensino de Matemática.

A doutora em Linguística Aplicada, Josiane Brunetti, utiliza as tecnologias atuais em sala de aula e conceitua o professor de hoje como “virtual”. “O importante é valorizar aquilo que o aluno sabe, trazer para a sala de aula tudo que é multimodal, imagens, ações, ícones que são do dia a dia do aluno”, explica.

Alguns professores já empregam recursos tecnológicos nas aulas. Elisani Machado é professora de Português no Sesi Araçás, e revela que procura levar seus alunos à sala de Informática, onde, em vez de papel e lápis, eles produzem textos no computador. A tecnologia também pode ser um aliado no rendimento escolar. “Uso aplicativos nas minhas aulas de Matemática e já percebo uma melhora nas notas dos meus alunos”, contou o professor Maxwell Soares, também do Sesi Araçás.

Doutor em Filosofia da Educação, o palestrante convidado, Gabriel Perissé, relatou não ter uma receita pronta para ensinar, mas deixou aos professores um conceito. “Os alunos têm expectativas, e nós temos que tentar entender a vontade deles, o que desejam e o que querem com a escola. O papel do professor é trabalhar naturalmente no dia a dia, inovar juntamente com os alunos, e desenvolver suas possibilidades criativas”.

O diretor para assuntos do Sesi, Jose Carlos Bergamin, acredita que os desafios na era tecnológica ainda estão no início. “Nós temos um longo caminho pela frente. Com o avanço das tecnologias, não se pode prever o impacto na sociedade no futuro. O importante hoje é que formemos pessoas bem instruídas, porque, assim, se adaptarão a qualquer ambiente tecnológico”.

A gerente de Educação Básica do Sesi, Josefina Prezentino, ressalta a importância dos encontros com os professores para melhorar a didática em sala de aula. “Pensamos, inicialmente, nas disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, porque elas são a base para o Ensino Médio, para o Enem e para o futuro. Esse é um momento de aprendizado e troca de experiências para repensarmos o modelo das aulas atuais”.

Encontro de capacitação educacional

No mesmo dia, também aconteceu o 1º Encontro de Área com todos os professores da Rede Sesi do Ensino Médio. Com o objetivo de proporcionar aos profissionais a possibilidade de refletir criticamente sobre sua prática em sala de aula, o encontro promoveu o intercâmbio de ideias e práticas e muita aprendizagem. “É uma oportunidade de juntar todos os professores da mesma área e fazer um estudo sobre a condução da aula, trocar informações sobre a produção das questões de prova e sobre como preparar o aluno para o Enem”, disse o professor de Física do Sesi Cobilândia, Eduardo Nascimento.

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