Energia elétrica: diálogo e negociação são as saídas para superar a crise

Com o tema “Energia Elétrica: como reduzir custos? Demanda contratada e contratos de mercado livre: análise e alternativas”, o Fórum Mais Negócios e o Centro de Apoio aos Sindicatos (CAS), ambas entidades da Findes, em parceria com o Sindirochas e o Centrorochas realizaram o encontro online que reuniu 80 participantes na noite desta segunda, dia 27 de abril.

O objetivo do encontro online foi avaliar os diferentes modelos de contratos praticados, Demanda Contratada e Contratos no Mercado Livre, e os impactos decorrentes da redução de consumo de energia, provocados pela pandemia do Coronavirus, que ocasionou sérios problemas financeiros as empresas. O público alvo foram lideranças empresariais, executivos e gestores de empresas, em especial, do setor de rochas.

Participaram desta webinar o membro do Coinfra (Conselho de Infraestrutura da Findes), Carlos Jardim Sena, a assessora executiva de Energia da Fiemg, Tânia Mara Santos, o empresário Waldemiro Marconsin Jr da Elétrica Marconsin e a advogada Amanda Alves Carvalho, da David & Athayde Advogados.

“O setor de energia nos preocupa muito no Brasil. Somos regidos por contratos e eles precisam ser bem geridos, senão podem trazer problemas no futuro e custos acima do que o esperado para o empresário. É preciso muito diálogo para uma boa negociação, pois estamos passando por uma dura redução de mercado”, informou o Presidente do Centrorochas, Frederico Robinson. De acordo com uma pesquisa do Sindirochas e Centrorochas existem apenas 39% das empresas atuam no mercado livre de energia, contra 61% que não. A pesquisa aponta ainda que, nos próximos três meses, 54% das empresas preveem queda no consumo mensal de energia entre 25% e 50%; outros 10% estimam redução entre 10% e 25% e apenas 8% espera que não haja baixa.

“Dentro de cada crise sempre é possível descobrir novas possibilidades. Precisamos extrair algo de bom deste crítico momento. É necessário compreender os custos e saber negociar. A pandemia nos trouxe uma paralisação brutal na nossa economia. O setor comercial parou em 80% de uma forma geral e isso impactou negativamente no consumo de energia. Com a queda no consumo, ocorreu uma sobrecontratação. Todas as empresas estão alegando motivos de ‘força maior’ e a Aneel está sensível à baixa demanda de compra de energia. A pandemia foi algo inesperado e é preciso realmente uma sensibilidade para ajudar as empresas distribuidoras, pois a quebra do fluxo de caixa faz com que a empresa feche as portas e nós não queremos isso”, destaca o empresário e membro do Coinfra, Carlos Sena.

Sena informou que a Aneel disponibilizou um fundo de 1 bilhão e meio de reais para “o alívio das distribuidoras”, pois muitos forneceram energia e não tiveram retorno de pagamento. “Existem também as possibilidades de empréstimos de 15 a 20 milhões de reais com 60 meses para pagar.

A assessora executiva de Energia da Fiemg, Tânia Mara Santos, apresentou as ações que a Fiemg propõe para a indústria reduzir os seus custos. “Para quem optar pela geração distribuída, de baixa tensão, uma economia para o associado de 16 a 23%. Para o setor de mercado livre, uma economia de 30% se conseguir fazer uma autoprodução de energia. Informou , também, que energia representa, em média, 20% do custo operacional décima indústria.Para se ter uma eficiência energética, a Fiemg propõe ações conjuntas com o Senai para a redução do consumo e também orientações sobre ações judiciais”, informou.

“A EDP Escelsa precisa entender e conhecer os problemas e as informações precisas do chão de fábrica da empresa para poder ajudar. Neste momento, o diálogo e a negociação são fundamentais para amortizar os prejuízos”, alertou Waldemiro Marconsin Jr da Elétrica Marconsin.

“Estamos atentos para auxiliar as empresas na busca de soluções. O acordo de ambas as partes sempre é o melhor caminho. O setor elétrico é muito complexo e primordial para o desenvolvimento do país. Ele tem que ser viável e sadio”, comentou a advogada Amanda Alves Carvalho.

“Quero agradecer a oportunidade de debater um assunto tão importante para o nosso Estado e país. A Findes e a Fiemg estão fazendo um papel importante na divulgação de informações e orientações. O Sindirochas adotou uma série de medidas preventivas contra o novo coronavírus, como a suspensão de cursos e atividades presenciais e está acompanhando a cada dia a situação das empresas associadas”, disse Celmo Freitas, Executivo do Sindirochas e CentroRochas.

Encerrando, Durval Freitas , em nome do Presidente da Findes, Léo de Castro,agradeceu aos painelistas, entendendo que a negociação é o melhor caminho para encontrar uma boa solução. Colocou o Senai a disposição das empresas para estudar alternativas visando a melhoria da eficiência energética das empresas.

Por Carol Veiga
Foto: Divulgação

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