Sindicatos FINDES na TV: entrevista com o presidente do Sinvest, Flavio Rocha

O setor de vestuário do Espírito Santo foi destaque no programa Presença! com Eustáquio Palhares, transmitido pela Rede TV ES

Missões técnicas, articulação pela Lei da Moda e busca por incentivos fiscais foram alguns dos destaques da participação do presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário do Estado do Espírito Santo (Sinvest), Flavio Rocha, no programa Presença! com Eustáquio Palhares, da Rede TV ES. Na entrevista, Rocha apresentou iniciativas para ampliar a competitividade das indústrias capixabas e abordou os desafios do setor e as mudanças no perfil do consumidor.

Durante a conversa, Rocha abordou os desafios do setor têxtil e de confecção e a necessidade de adaptação às mudanças do mercado, incluindo o equilíbrio entre as vendas presenciais e digitais.

“O mercado está em constante transformação e, por isso, estamos nos reinventando, buscando o equilíbrio entre a venda presencial e o digital. Através do Sinvest, realizamos missões técnicas para aprimorar processos e trazer inspirações para novas coleções, além de trabalharmos na conquista de incentivos fiscais que fortaleçam a atuação das empresas no estado”, afirmou Rocha.

Na entrevista ele comentou ainda que para ampliar a visibilidade das marcas locais e criar novos canais de comercialização, o Sinvest também reivindicou, junto com a Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), apoio para levar os produtos das empresas associadas ao Exagerado, uma das principais feiras de moda do Espírito Santo, que acontece de 14 a 18 de outubro, no Pavilhão de Carapina, na Serra.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), compilados pelo OBERVATÓRIO FINDES, o Sinvest conta com 355 empresas filiadas, que geram 5.405 empregos formais no estado, reforçando sua importância para a economia capixaba.

Novos consumidores e modelos de negócio

Outro tema da entrevista foi a mudança no perfil do consumidor. Mais informadas e exigentes, as pessoas têm estilos próprios mais definidos e buscam tecnologia nos tecidos, personalidade nas peças e até coleções exclusivas.

Rocha também explicou que atualmente cresce setor o modelo Private Label (etiqueta privada), em que uma indústria desenvolve e confecciona as roupas para uma marca contratante, que aplica sua etiqueta e identidade visual para revendê-las. Segundo ele, essa dinâmica reforça a terceirização da produção, com indústrias locais assumindo a fabricação para outras marcas.

“Adotamos também uma nova tendência de criar coleções para outras marcas, que só adicionam as etiquetas. Muitas fábricas têm marca própria, mas, como sobra espaço, passam a atender no formato private label para grandes marcas ou até para marcas que estão começando.”

Assista à entrevista na íntegra:

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