Segurança e Saúde como diferencial para competitividade

A gestão da Segurança e Saúde do Trabalho (SST) e a promoção da saúde dos profissionais vêm sendo percebidas como um diferencial de competitividade. Os motivos são facilmente explicáveis. A redução de gastos com saúde e a diminuição de afastamentos por motivos de doença e por acidentes do trabalho contribuem sensivelmente com a produtividade das empresas.

A mudança do perfil demográfico brasileiro, com o aumento da expectativa de vida, traz novos desafios para as empresas. Considerando que, em 2040, 52% da população brasileira estará acima dos 40 anos e permanecerá ativa por mais tempo, como promover um ambiente de trabalho seguro e evitar o desequilíbrio financeiro no caixa das empresas e no orçamento do Governo? Cabe lembrar que os planos de saúde, atualmente, representam o segundo maior gasto com pessoal nas empresas, enquanto o dispêndio com saúde deve crescer 4% ao ano no mundo até 2020, segundo a Deloitte.

Dados da Receita Federal apontam que, somente em 2015, foram arrecadados R$ 28 bilhões com o Seguro Acidente do Trabalho (SAT) em todas as atividades econômicas. Além disso, se somarmos este valor aos demais custos relacionados ao afastamento – como processos seletivos e substituições –, compreenderemos a importância do investimento em segurança e saúde para a competitividade.

Neste cenário, diversas iniciativas empresariais têm sido realizadas, de alimentação saudável a tecnologias para  monitoramento da saúde dos trabalhadores, passando por programas de promoção da saúde – combatendo doenças crônicas e diminuindo fatores psicossociais. O aperfeiçoamento envolve diferentes aspectos, como prevenção e gestão de riscos, buscando a redução dos acidentes de trabalho.

É preciso potencializar o debate acerca deste tema, afinal, a adoção de tais medidas traz benefícios para todos. Um ambiente de trabalho mais seguro e saudável é bom para a qualidade de vida dos trabalhadores, para a redução dos gastos com saúde e para os resultados do setor privado.

Julio Augusto Zorzal dos Santos é mestre em Engenharia de Produção e atua como gerente de Saúde e Segurança do Sesi

*Este artigo foi publicado originalmente na edição de 20 de fevereiro de 2018 do jornal A Gazeta

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