Posicionamento Findes: Impactos das medidas tarifárias impostas pelos EUA

Vitória/ES, 03 de abril de 2025

 

O anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de tarifas adicionais de 10% sobre produtos brasileiros, precisa ser visto com cautela. Apesar de o Brasil estar entre os países com menor sobretaxa apresentada, ainda assim a medida protecionista, que começa a valer no próximo sábado (05), pode impactar em algum nível a competividade das exportações capixabas e nacionais.  

A relação comercial do Brasil com os EUA sempre foi baseada no diálogo permanente e a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) acreditam que é preciso que ela continue dessa forma. Neste momento, o Observatório Findes, centro de estudos e inteligência de dados da Federação, vem estudando os reflexos que a medida pode ter sobre o setor produtivo capixaba. 

Os EUA são o segundo principal destino das exportações brasileiras e o primeiro no caso das capixabas, representando 28,5% de todas as exportações do Estado. Além disso, enquanto no Brasil a balança comercial é favorável para os Estados Unidos, no caso do Espírito Santo, ela é positiva para o Estado: US$ 3,06 bilhões em exportações versus US$ 2,05 bilhões em importações. 

Os principais setores do Espírito Santo que exportam para o mercado dos Estados Unidos, e que consequentemente têm maiores chances de algum impacto a partir da medida, são: aço (1º lugar na pauta exportadora capixaba para os EUA), rochas ornamentais (2º), papel e celulose (3º), minério (4º) e café (5º). 

Uma vez que a taxação encarece os produtos importados pelos consumidores dos EUA, a medida do presidente Trump pode desestimular, parcialmente, as vendas da indústria e da agropecuária capixabas para este destino. Entretanto, se a indústria dos Estados Unidos não for suficiente para suprir a demanda local, os produtos do Brasil e, consequentemente do Espírito Santo, ao terem a incidência da taxação mínima, poderão ter alguma competitividade frente aos produtos de países com taxação mais elevada, como é o caso da China, da Índia, do Vietnã e da Indonésia. 

Entre os 20 países que os EUA mais compram no comércio internacional, de acordo com dados de 2024, o aumento de 10% esteve concentrado em três deles: Reino Unido, Singapura e Brasil. O restante do grupo teve reajustes acima dos 24%. 

A Findes reafirma que o aprofundamento do diálogo continua sendo a melhor saída. A Federação entende que o governo brasileiro deve continuar negociando com o presidente Donald Trump e sua equipe em busca de soluções que melhor atendam ambas as nações, principalmente no caso do aço e do alumínio, para os quais as tarifas anteriores de 25% estão mantidas. 

Acreditamos que a busca por soluções que alinhem os interesses dos dois governos e do setor produtivo de ambos os países seja fundamental para que o Brasil tenha uma agenda de facilitação do comércio e para que a abertura de novos mercados dentro dos EUA aconteça. Seguiremos atentos a novas medidas que possam ser anunciadas. 

 

Paulo Baraona 

Presidente da Findes 

 

 

 

Mais informações | SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente

Telefone: 0800 102 0880   Whatsapp: 27 99841-2270(clique aqui)
E-mails: [email protected] | [email protected] | [email protected] | [email protected]

 

RELAÇÕES COM A IMPRENSA | FINDES  

Siumara Gonçalves – Assessoria de Imprensa
Telefone: (27) 99623-8089
E-mail: [email protected]

Beatriz Seixas – Assessoria de Imprensa 
Telefone: (27) 99623-8089
E-mail: [email protected]

Conteúdos Relacionados

Conteúdos Recentes

19 de agosto de 2026
Posicionamento | CNI e FINDES: não é razoável colocar em votação a redução da jornada de trabalho em pleno período eleitoral
17 de agosto de 2026
Sonho adiado por mais de 30 anos se torna realidade com EJA do SESI
13 de agosto de 2026
Estudo da FINDES e do Bandes revela potencial do ES para transformar resíduos em energia limpa