PIM-PF: ES tem maior crescimento industrial do Brasil em julho

Pelotas de minério de Ferro | Foto: Samarco/Divulgação

Resultado foi impulsionado pela indústria extrativa e de transformação, com destaque para petróleo, gás natural, pelotas de minério de ferro e metalurgia 

A produção industrial capixaba em julho deste ano, na comparação com o mesmo mês de 2025, seguiu na contramão da maior parte do país. Enquanto 11 dos 18 locais pesquisados pelo IBGE registraram queda na produção, e a indústria nacional recuou, em média, 0,5%, o Espírito Santo cresceu 12,8%. Com o resultado, o setor capixaba foi o que mais avançou no país. 

De acordo com dados da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-PF), divulgada nesta quinta-feira (10) pelo IBGE e compilada pelo OBSERVATÓRIO FINDES, a alta foi impulsionada tanto pela indústria extrativa quanto pela indústria de transformação. 

“Temos que comemorar os bons resultados que estamos alcançando neste ano. Quando a indústria se instala ou cresce, ela movimenta logística, serviços, tecnologia, manutenção, engenharia, educação, comércio exterior e fornecedores. Mas esse efeito não acontece automaticamente. Ele depende de planejamento e coordenação. Nosso maior desafio hoje é organizar cadeias, mapear gargalos e preparar nossas empresas para gerar mais valor agregado ao que produzimos, fazendo com que os benefícios ultrapassem territórios”, comenta o presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (FINDES), Paulo Baraona.

O crescimento da produção industrial capixaba em julho de 2026, em relação ao mesmo mês do ano passado, marcou o 15º mês consecutivo de avanço de dois dígitos nessa base de comparação. 

“Esse movimento posiciona o Espírito Santo entre os estados mais dinâmicos em termos de avanço da produção no cenário nacional. Segundo o IBGE, o aumento nas produções de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro explica o desempenho expressivo da indústria extrativa capixaba no período”, explica a economista-chefe da FINDES e gerente executiva do OBSERVATÓRIO FINDES, Marília Silva.

O resultado da indústria capixaba foi impulsionado pela expansão de 17,1% da indústria extrativa, que continuou refletindo os aumentos nas produções de pelotas de minério de ferro, petróleo e gás natural, segundo o IBGE. 

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em julho de 2026, a produção de petróleo no Espírito Santo atingiu 275,9 mil bbl/d, alta de 30,6% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse resultado mantém o Estado com volume produzido acima de 200 mil bbl/d desde fevereiro de 2026. 

O destaque ficou por conta do campo de Jubarte, no Litoral Sul do Estado, que produziu uma média de 189,2 mil bbl/d em julho, crescimento de 14,4% no período. O resultado foi impulsionado pelo FPSO Maria Quitéria, que produziu, em média, 66,3 mil bbl/d em julho, operando com cerca de 66,3% de sua capacidade produtiva, que é de 100 mil bbl/d. 

Já o campo de Wahoo alcançou média de 38,4 mil bbl/d, aproximando-se da meta de 40 mil bbl/d estabelecida pela empresa após a abertura dos quatro poços no campo. Além desses dois ativos, a produção em Golfinho registrou crescimento de 6,4% no período. 

Entre as atividades industriais do Estado, a extrativa cresceu 0,7% e a transformação registrou alta de 2,7% na passagem de junho para julho. Das quatro atividades da indústria de transformação pesquisadas, duas apresentaram crescimento: a fabricação de produtos de minerais não metálicos (+6,5%) e a metalurgia (+2,6%). As demais registraram queda: fabricação de produtos alimentícios (-4,4%) e fabricação de celulose, papel e produtos de papel (-0,9%). 

Metalurgia volta a crescer em julho, impulsionada pelas exportações 

A indústria de transformação avançou em julho deste ano, na comparação com julho do ano passado, com alta de 2,8%. O resultado foi puxado por duas das quatro atividades pesquisadas. Entre elas, a metalurgia teve o maior destaque, com crescimento de 7,8%, impulsionada pelo aumento na produção de bobinas a quente de aço. Já a fabricação de produtos de minerais não metálicos expandiu 6,1%, refletindo a maior produção de granito talhado ou serrado. 

A metalurgia também cresceu em todas as bases de comparação. O desempenho positivo da atividade tem se refletido na expansão das exportações de produtos siderúrgicos. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações da metalurgia capixaba cresceram 23,8% ao longo de 2026, resultado associado ao redirecionamento das vendas externas para o mercado europeu, com destaque para França, Alemanha, Polônia, Espanha, Holanda e Itália. 

Apesar disso, os Estados Unidos permanecem como o principal destino das exportações capixabas do segmento, concentrando 48,1% do valor total exportado. Entre janeiro e julho de 2026, o Espírito Santo exportou US$ 466,9 milhões em metais básicos para o mercado norte-americano, valor 15,4% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. 

“A retração está associada, em parte, ao aumento das barreiras tarifárias impostas pelos Estados Unidos às importações de aço e de outros produtos siderúrgicos brasileiros, o que alterou as condições de acesso a esse mercado e estimulou a busca por destinos alternativos”, comenta Marília Silva. 

Por Siumara Gonçalves, com informações do OBSERVATÓRIO FINDES.  

 

Mais informações | SAC – Serviço de Atendimento ao Cliente

Telefone: 0800 102 0880   Whatsapp: 27 99841-2270(clique aqui)
E-mails: [email protected] | [email protected] | [email protected] | [email protected]

RELAÇÕES COM A IMPRENSA | FINDES  

Siumara Gonçalves– Assessoria de Imprensa
Telefone: (27) 99623-8089
E-mail: [email protected]

Rita Benezath – Assessoria de Imprensa
Telefone: (27) 99623-8089
E-mail: [email protected]

Conteúdos Relacionados

Conteúdos Recentes

23 de outubro de 2026
FINDES realiza 2º Encontro do Associativismo em Vitória
22 de outubro de 2026
Sindimassas empossa nova diretoria
21 de outubro de 2026
Fórum IEL de Gestão 2026 reúne Tom Kelley, da IDEO, e lideranças de empresas globais para debater o futuro dos negócios com IA