Findes propõe ampliar divulgação da matriz de risco para esclarecer a sociedade sobre as restrições da pandemia

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) participou nesta segunda-feira (26) de uma reunião com o governo do Estado e demais entidades representativas do setor produtivo, para analisar a matriz de risco, que orienta as ações estaduais no enfrentamento da pandemia.

Participaram do encontro o governador Renato Casagrande, a vice-governadora, Jacqueline Moraes, os secretários Álvaro Duboc, do Planejamento; Gilson Daniel, de Governo; Tyago Hoffmann, de Desenvolvimento Econômico; e Lenise Loureiro, do Turismo, e o presidente do Instituto Jones dos Santos Neves, Daniel Cerqueira.

Representando o setor produtivo, estavam o vice-presidente da Findes, Paulo Baraona, o chefe de Gabinete da Presidência da Federação, Leonardo de Paula, o presidente da Fecomércio, José Lino Sepulcri, o presidente da Federação dos Transportes, Jerson Pícoli, o presidente do ES em Ação, Fábio Brasileiro, o presidente da Acaps, Fábio Dall’Orto Dalvi, entre outros.

 

MATRIZ DE RISCO

O vice-presidente da Findes, Paulo Baraona, sugeriu que os critérios da matriz e do mapa de risco sejam divulgados de forma a mais didática possível, para que as Federações possam compartilhar as informações com as empresas e sindicatos associados.

“Os dados do mapa de risco, naturalmente, são muito técnicos. Seria interessante simplificar um pouco para que as Federações possam compartilhar com as empresas, e as empresas por sua vez com os funcionários, para que todos compreendam a gravidade da situação.  É preciso que essas informações fiquem bem claras para a sociedade, para que todos possam participar com mais responsabilidade do processo”, observou Baraona.

 

COMO É CALCULADA

A chamada Matriz de Risco de Convivência considera dois eixos: o de ameaça e o de vulnerabilidade. No eixo de ameaça, estão incluídos: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias.

Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19, isto é, a disponibilidade máxima de leitos para tratamento da doença. A estratégia de mapeamento de risco teve início em abril do ano passado.

O Mapa de Risco, por sua vez, segue as orientações dos boletins epidemiológicos do Ministério da Saúde e as recomendações da equipe de especialistas do Centro de Comando e Controle (CCC) Covid-19 no Espírito Santo, que é composto pelo Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil, Secretaria da Saúde (Sesa), Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) e da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

O governador Renato Casagrande destacou que as decisões adotadas pelo governo do Estado seguem esses parâmetros técnicos.

O desafio, observou Paulo Baraona, é “traduzir” esse cálculo técnico para a sociedade em geral, para que todos possam ter consciência e responsabilidade em medidas preventivas.

 

 

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