CNI: Confiança do empresário cresce e é a maior desde abril de 2011

Melhora do indicador em janeiro é resultado do aumento do otimismo em relação ao desempenho das empresas e da economia nos próximos seis meses

Confiança do empresário da indústria é a maior desde abril de 2011, Diz CNI

Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) subiu para 59 pontos neste mês. Com o aumento de 0,7 ponto em relação a dezembro, o indicador está acima da média histórica de 54,1 pontos e é o maior desde abril de 2011, informa a pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta sexta-feira, 19 de janeiro. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes. A confiança é maior nas grandes empresas, segmento em que o ICEI alcançou 61,1 pontos neste mês. Nas médias empresas, o indicador foi de 57,6 pontos e, nas pequenas, de 55,9 pontos.

De acordo com a CNI, a melhora da confiança é resultado do aumento do otimismo em relação ao desempenho da economia e das empresas nos próximos seis meses. O Índice de Expectativas cresceu 1 ponto frente a dezembro e alcançou 62 pontos em janeiro, o maior desde fevereiro de 2013. O índice é 7,3 pontos superior ao de janeiro de 2017. “As expectativas melhoraram porque os empresários percebem melhora em suas condições de negócios e, a partir disso,  projetam um futuro mais promissor”, afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo.

Essa percepção de melhora nas condições atuais dos negócios é verificada no Índice de Condições Atuais, que mostra a avalição dos empresários sobre o desempenho corrente das empresas e da economia. O índice alcançou 53,1 pontos em janeiro. Foi o quinto mês consecutivo em que o índice ficou acima dos 50 pontos.

O ICEI antecipa tendências de investimento na indústria. Empresários otimistas em relação ao desempenho presente e futuro das empresas e da economia tendem a investir mais. Isso é importante para a recuperação da atividade, a criação de empregos e a aceleração do crescimento econômico.

Essa edição da pesquisa foi feita entre 3 e 16 de janeiro com 2.772 empresas. Dessas, 1.091 são pequenas, 1.046 são médias e 653 são de grande porte.

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