14/09/2015 – CIN-ES avalia a participação brasileira na maior feira de petróleo e gás da Europa

Fausto Frizzera (empresário); Christiano Furtado (gerente do CIN-ES); George Adam (o prefeito de Aberdeen); Luiz Alberto Carvalho (empresário); e Rusdelon de Paula (coordenador do Fórum Capixaba de Petróleo e Gás) 

A feira Society of Petroleum Engineers (SPE) Offshore Europe, considerada a maior do setor de petróleo e gás da Europa, realizada entre os dias 8 e 11 de setembro, na cidade de Aberdeen, na Escócia, disseminou uma mensagem muito clara: a indústria de petróleo e gás tem ainda futuro para muitos anos, apesar de toda a crise que surgir, seja no Brasil, seja em escala global. Essa é a avaliação do Centro Internacional de Negócios da Findes (CIN-ES), que coordenou a participação de empresários capixabas no evento e, também, em visitas técnicas e rodadas de negócios fora da feira.

A comitiva brasileira foi organizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), em parceria com o Sebrae Nacional e a Apex Brasil. Estiveram presentes mais de 40 empresários de 26 empresas e 10 entidades do Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo e Rio Grande do Sul. Do Espírito Santo, foram seis empresários e/ou representantes de entidades parceiras. Foram realizadas, durante a feira, diversas visitas guiadas e rodadas de negócios. A comitiva brasileira foi recepcionada pelo prefeito de Aberdeen e por outras autoridades locais.

Comitiva brasileira em uma das visitas técnicas realizadas fora do ambiente da SPE Offshore 

A SPE Offshore contou com o recorde de 1.535 organizações de 44 países mostrando seus produtos, serviços e expertises. O estande brasileiro apresentou o nosso País como a 7ª economia do mundo e o 6º destino de Investimento Direto Estrangeiro (FDI), concentrando cerca de 40% de todos os investimentos na América Latina. Segundo pesquisa apresentada pela SPE Offshore no evento com cerca de 1.300 presidentes de empresas de todo o mundo, o Brasil é o 5º país mais citado que eles consideram para fechar negócios.

Com relação ao setor de petróleo e gás, esse representa 12% do PIB do Brasil. Só o Plano de Investimento da Petrobras prevê uma movimentação na ordem de US$ 130,3 bilhões para os próximos dez anos. “Existe uma redução cada vez maior da dependência da Petrobras na exploração de petróleo e gás no Brasil, uma vez que outros players estão crescendo rapidamente em sua participação. Com as reservas confirmadas, o Brasil passará do 23º para o 12º lugar no ranking de produção mundial nos próximos anos”, observa o gerente do CIN-ES, Christiano Furtado.

De acordo com Furtado, as principais aproximações das empresas capixabas na rodada de negócios da SPE Offshore foram com as empresas Bartech e Downhole Products LTD, com as quais, particularmente a Tec Vix, já realizou negociações adiantadas. Além da rodada, foram realizadas visitas técnicas as empresas:

Balmoral Group – Especializada em flutuabilidade subaquatica, flotação, isolamento, elastômetros, energia renovável de produtos, desenvolvimento de propriedade de líquidos, engenharia civil/ambiental e soluções de tratamento.

Romar Internacional – Especializada no fornecimento de produtos de separação magnética e serviços para a indústria de petróleo e gás offshore. Desenvolve tecnologias complementares associadas ao gerenciamento de fluidos de perfuração também.

The University of Aberdeen (King’s College) – Oceanlab – Instituto de Ciências Biológicas e Ambientais – apresentações e visitas às estações de pesquisa do instituto, situado a 20 quilômetros ao norte de Aberdeen, em Newburg.

Conclusão

“Nós, capixabas, estamos de acordo com o que o superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), Jorge Bruno, disse durante o evento, de que “os empresários que vão à feira esperam ter retorno do investimento feito, na forma de contatos e conhecimentos tecnológicos”. Acrescentaria, também, o fato de que a rodada de negócios que, particularmente foi realizada com nossa participação e a UK Trade and Investment (Departamento de Comércio Exterior do governo britânico) durante a feira seria o cerne da SPE Offshore europeu. Nessa área, nós tivemos muita sorte em entabular conversas muito ricas, avançando na possibilidade real de negócios”, analisou o gerente do CIN-ES. “Na avaliação do CIN-ES, a participação brasileira na feira foi um sucesso, tanto na sua organização quanto em seus resultados práticos”, finaliza o executivo.

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