Artigo: Da indústria para a sociedade

O Brasil vive um momento oportuno de mudanças que podem colocar o país no trilho do desenvolvimento. Muitas propostas vêm sendo debatidas para garantir o equilíbrio das contas públicas sem prejudicar a população. O enfraquecimento do Sistema “S” Indústria, definitivamente, não é uma delas.

Somente no Espírito Santo, Sesi e Senai realizaram mais de 438 mil atendimentos para os capixabas ao longo de 2018, somando ações de educação, formação profissional, consultorias em tecnologia e inovação, promoção da cultura, saúde e segurança do trabalhador.

O Sistema “S” Indústria possui 68 unidades no Espírito Santo, sendo 37 móveis, alcançando quase todos os municípios. Os alunos do Senai são preferidos por 95% dos empresários, atestando a qualidade de um ensino cada vez mais conectado às demandas reais do mercado, o que beneficia cerca de 18 mil jovens anualmente.

Atentos às transformações da indústria 4.0 e seu impacto nas profissões, reformulamos a grade curricular – inserindo disciplinas transversais de inovação, indústria 4.0 e lean manufacturing – e criamos novos cursos no Senai, como Mecatrônica.

Alunos participam de competição nacional de robótica durante a Olimpíada do Conhecimento

Por meio da consultoria “ES + Produtivo”, o Senai registrou ganho médio de 59% na produtividade das 147 empresas participantes. No ano passado, trabalhamos pela implantação da Mobilização Capixaba pela Inovação, que disponibilizou R$ 80 milhões para novos projetos.

No campo da educação, o Sesi é a maior rede de ensino privado do Espírito Santo, com 11 mil alunos, e está entre as 10 melhores no Ideb.

Com custo acessível, temos feito a diferença na vida das famílias com renda de até dois salários mínimos – um terço de nossos alunos. Mais que uma escola, fizemos do Sesi uma ferramenta de transformação social.

Recebemos crianças e entregamos cidadãos com projetos de vida, que aprendem empreendedorismo, robótica, com ensino bilíngue, alinhado ao conceito maker. No Sudeste, fomos pioneiros na implantação do novo Ensino Médio, integrando-o à formação técnica do Senai.

Cientes da situação econômica do país, temos feito nossa parte. Em 2018, cortes de 11,1% no custeio melhoraram o resultado financeiro de Sesi e Senai, sem que nenhum dos serviços para a sociedade fosse afetado. Estamos zelando pelo recurso coletivo, a exemplo da implantação do compliance, um dos primeiros do país, e da publicação das informações no portal da transparência, dados fiscalizados pelos órgãos de controle.

Se desejamos um futuro de oportunidades, empregos e desenvolvimento, precisamos preservar Sesi e Senai e continuar evoluindo. Eles são a entrega da indústria para todos os capixabas.

Léo de Castro é presidente do Sistema Findes

Artigo originalmente publicado no jornal A Gazeta de 14 de janeiro de 2019

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