Instituto Rota Imperial vai lançar revista para destacar cultura capixaba

No dia 11 de maio, o Instituto Rota Imperial (IRI) comemora oito anos de existência. A entidade foi criada pelo Sistema Findes para promover o desenvolvimento econômico dos 14 municípios capixabas cortados pela estrada, criada originalmente em 1816 para que a Família Real Portuguesa pudesse trafegar entre Ouro Preto (MG) e Vitória (ES).

O diretor para Assuntos do IRI, Elias Carvalho Soares, afirma que o papel do Instituto é destacar e fomentar a cultura desses locais, apoiando, por exemplo, grandes eventos nessas cidades e suas vizinhanças.

Para marcar o aniversário, Elias Carvalho anunciou o lançamento da revista do Instituto Rota Imperial, que vai circular principalmente nos Estados do Sudeste, em agências de turismo, a fim de divulgar para o Brasil as potencialidades turísticas dos municípios que compõem a Rota.

A publicação vai trazer informações sobre hotéis e pousadas, culinária regional, produtos típicos e manifestações culturais, dentre outros assuntos. De acordo com o diretor, o lançamento será definido no final deste mês. “Achamos que a revista é um presente para o Estado, para destacar nossas potencialidades”, afirmou. Com periodicidade bimestral, a revista do IRI terá distribuição gratuita.

A Rota Imperial passa por 31 cidades, sendo 14 capixabas e 17 mineiras. As cidades capixabas são: Cariacica, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iúna, Ibatiba, Ibitirama, Irupi, Muniz Freire, Viana, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Venda Nova do Imigrante e Vitória. Já as cidades mineiras são: Martins Soares, Manhumirim, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Luisburgo, São João do Manhuaçu, Santa Margarida, Pedra Bonita, Matipó, Abre Campo, Jequeri, Oratórios, Ponte Nova, Acaiaca, Barra Longa, Mariana e Ouro Preto.

A história dessa via começa durante o período de exploração do território nacional em busca de ouro. Para controlar o trânsito de mercadorias no Brasil, a Coroa Portuguesa proibiu a abertura de estradas na capitania do Espírito Santo em direção a Minas Gerais. Somente com o declínio da exploração aurífera e com a chegada da Família Real ao país a rota foi oficialmente aberta.

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