Setor de petróleo e gás no ES vai receber R$ 8,8 bi em investimentos até 2027 

Cris Samorini, presidente da Findes, durante o Lançamento Anuário de Petróleo e Gás | Foto: Siumara Gonçalves

 

Além desse montante, o descomissionamento de campos petrolíferos vai gerar R$ 2,45 bilhões em negócios. Dados fazem parte da 6ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no ES, produzido pelo Observatório da Indústria da Findes   

 

A Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes) lançou nesta segunda-feira (24) a 6ª edição do Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no ES. O documento reúne os mais importantes dados e análises do setor, além de apresentar uma projeção da produção de óleo e gás até 2027.    

Segundo o estudo, serão realizados projetos no Espírito Santo, envolvendo principalmente as empresas PRio, Petrobras, Shell e Seacrest Petróleo. Juntos, eles totalizam R$ 8,8 bilhões. O destaque é o projeto Integrado do Parque das Baleias (IPB), que pretende instalar a FPSO Maria Quitéria no campo de Jubarte, localizado no Litoral Sul Capixaba. 

O lançamento da publicação aconteceu no Palácio Anchieta, em Vitória/ES, e contou com a participação do governador do Estado, Renato Casagrande, do vice-governador, Ricardo Ferraço, da presidente da Findes, Cris Samorini, dos vice-presidentes da Findes Alexandre Baraona e Eduardo Dalla Mura, além de secretários de Estado e outras autoridades, representantes municipais, empresários e especialistas do setor. 

Na ocasião, a presidente da Federação, Cris Samorini, afirmou que o Anuário – produzido pelo Observatório da Indústria da Findes, com o apoio do Sebrae e do Fórum Capixaba de Petróleo, Gás e Energia (FCPGE), da Organização Nacional da Indústria de Petróleo (Onip) e do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) – é uma importante ferramenta para traçar um raio-x de um dos principais segmentos econômicos do Estado.   

Ainda de acordo com Cris, o Anuário antecipa cenários e apresenta projeções fundamentais para entendermos para onde caminha o segmento de petróleo e gás natural, o que contribui para o desenvolvimento do Estado.  

“Se formos estratégicos e fizermos um planejamento conjunto – e o Anuário é uma ferramenta muito rica nesse processo – conseguiremos extrair o que o setor tem de melhor hoje, para gerar empregos, renda, atrair mais negócios que diversifiquem as nossas atividades e nos referenciem para o mundo. Hoje, o setor representa 4,6% do PIB capixaba, tendo uma cadeia produtiva composta por mais de mais de 520 indústrias, responsáveis pela manutenção de 12 mil empregos diretos”, aponta a presidente da Findes, Cris Samorini. 

Da esquerda para a direita: Ricardo ferraço, Cris Samorini e Renato Casagrande. | Foto: Hélio Filho/Governo do ES

O governador do Espírito Santo, lembra que o setor de petróleo e gás natural é de fundamental importância para o nosso Estado, representando parte relevante da economia capixaba.  

“Temos investimentos públicos e privados que vão ajudar no desenvolvimento das regiões, como o recém-inaugurado gasoduto Linhares, da ES Gás, que fez a interligação da rede de distribuição urbana do município à estrutura de transporte de gás, e o gasoduto ligando São Mateus até próximo de uma indústria de caminhões, mais ao norte do município. Esses são alguns exemplos de ações que estamos acompanhando, entregando e planejando para que o setor possa gerar mais emprego e renda para os capixabas, além de abrir mais oportunidades para nossas empresas”, comenta Casagrande.  

Investimentos até 2027 

Pelo caminho do setor de petróleo e gás no ES estão diversos investimentos que somarão R$ 8,8 bilhões até 2027. Entre os projetos em destaque está o Integrado do Parque das Baleias (IPB). A economista-chefe da Findes e gerente executiva do Observatório da Indústria, Marília Silva, aponta que ele vai contribuir para aumentar o fator de recuperação de óleo e gás por meio da otimização da atual malha de drenagem, com a interligação de uma nova FPSO (navio-plataforma).  

“Em fevereiro de 2022, a Petrobras e a Yinson assinaram o contrato para afretamento e prestação de serviços da FPSO Maria Quitéria. A previsão  que a nova plataforma esteja operando no último trimestre de 2024. Atualmente, o projeto está no Plano Estratégico da Petrobras 2023-2027″, lembra. 

Para além deste investimento, destacam-se, ainda, anúncios de petroleiras e outras empresas que estão interessadas em agregar novas áreas em seus portfólios ou expandir suas atividades no ES. A tabela abaixo apresenta os principais projetos levantados pelo Observatório da Indústria. 

 

Descomissionamento de plataformas vai gerar R$ 2,45 bilhões 
Marília Silva, economista-chefe da Findes, durante o Lançamento Anuário de Petróleo e Gás | Foto: Siumara Gonçalves

Há ainda previsto para o Estado, em um horizonte um pouco mais próximo (até 2026), 18 Programas de Descomissionamento de Instalações (PDI’s) aprovados, sendo que 17 deles são referentes à Bacia do Espírito Santo (todos em terra) e um referente à Bacia de Campos em confrontação com o Estado, a FPSO Capixaba.  

A gerente de Ambiente de Negócios do Observatório da Indústria da Findes, Gabriela Vichi, explica que o descomissionamento de instalações é a destinação segura das estruturas de exploração e produção de petróleo e gás natural após o término de sua fase produtiva. 

“O descomissionamento gera oportunidades para diversas empresas. Entre as atividades que acontecem durante a retirada dessas estruturas estão a remoção das instalações; o arrasamento de poços; a destinação adequada de materiais, resíduos e rejeitos; e a recuperação ambiental da área”, comenta. 

Para o Espírito Santo, entre 2022 e 2026, o descomissionamento de 751 poços gerará R$ 2,45 bilhões em investimentos no mesmo período, sendo R$ 781,2 milhões na Bacia de Campos e outros R$ 1,66 bilhão na Bacia do Espírito Santo.  

Sobre o Anuário 

Em sua 6ª edição, o Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo reúne os mais importantes dados e variáveis de análises do setor para o Estado.   

A economista-chefe da Findes, Marília Silva, explica que, o Anuário conta com o apoio de instituições como Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP) e Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), além de artigos de representantes relevantes do setor.  

“Desde a primeira edição (2017), o Anuário da Indústria do Petróleo e Gás Natural no Espírito Santo possui como objetivo o fortalecimento e o desenvolvimento da indústria de petróleo e gás natural no Estado por meio da análise das mais importantes variáveis do segmento, aliando o rigor técnico e informação estruturada, atualizada e confiável. Esse objetivo é alcançado com a difusão de informações que são capazes de assegurar a confiabilidade e a previsibilidade para a tomada de decisão dos atores, em especial na atração de novos investimentos para o Espírito Santo”, comenta. 

Já Gabriela Vichi lembra que o documento possui a versão em português e inglês, além de um mapa oficial do setor e um painel com os dados navegáveis.  

“Esses produtos evidenciam a organização do Estado frente aos dados do setor mais representativo da indústria capixaba e colocam o Espírito Santo na vanguarda das discussões que envolvem a conjuntura e a regulamentação do setor em nível regional e nacional, apresentando-se como referência no debate junto aos demais estados produtores, como o Rio de Janeiro e São Paulo”, aponta a gerente de Ambiente de Negócios do Observatório da Indústria da Findes. 

O Anuário on-line pode ser acessado por meio do link: http://findes.online/anuariopeg  

Dados e impactos da indústria de óleo e gás para o ES 
  • Produção de petróleo: 3ª colocação no país. 
  • Produção de gás natural: 5ª colocação no país. 
  • Investimentos esperados no setor de petróleo e gás natural no ES até 2027: R$ 8,8 bilhões.  
  • Projetos de descomissionamento aprovados para a Bacia do Espírito Santo: 18, sendo 17 em terra e um (01) no mar.  
  • Investimentos previstos para o descomissionamento de 751 poços: R$ 2,45 bilhões. 
  • Economia: o setor representa 4,6% no PIB capixaba e tem um peso na indústria de 20% 
  • Arrecadação de royalties e participações especiais em 2022: R$ 3 bilhões. 
  • Empresas da cadeia produtiva do setor: 527 (5,4% a mais do que o registrado no último anuário). 
  • Mercado de Trabalho: 12 mil empregos formais (4,4% superior ao registrado no último anuário). 

Fontes: ANP, RAIS e MDIC | Elaboração: Observatório da Indústria da Findes 

Por Siumara Gonçalves/Findes  

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