Na última reunião do ano da Câmara Setorial das Indústrias de Alimentos e Bebidas do ES (CSI AB), ocorrida em dezembro, foi aprovado pelos conselheiros o plano de trabalho a ser executado em 2020. As ações que compõe o plano foram elencadas e priorizadas do estudo feito pelo Ideies cujo título é ” Rotas Estratégicas Agroalimentar e Industria do café 2035”. A partir de agora estas ações serão monitoradas e acompanhadas pela câmara e Ideies e apresentadas de forma organizada para o acompanhamento de todos.

Vale ressaltar que este plano de trabalho é dinâmico e que existem mais uma série de ações que estão no estudo das rotas estratégicas, e que, caso a câmara entenda que outras ações devam ser tratadas como prioridade, as mesmas poderão ser elencadas para o plano de trabalho. Ações que não estão previstas no estudo das rotas estratégicas, também poderão ser sugeridas e levadas para decisão do conselho da câmara.

“Faz parte de nossos objetivos a articulação e integração com todos os setores para que possamos incentivar a cultura do empreendedorismo e aproximar o sistema agroalimentar da indústria e do comércio. A área da educação também é muito importante para nós, pois precisamos preparar e capacitar os profissionais e também padronizar a fiscalização. Queremos também incentivar uma política de Estado para o desenvolvimento do setor e investir na tecnologia do agronegócio”, comentou o presidente da Câmara de Alimentos e Bebidas, Vladmir Rossi.

O estudo da Rota Estratégica Agroalimentar foi realizado pelo ideies em conjunto com dezenas de profissionais e aponta mais de 400 ações de curto, médio e longo prazo para desenvolver estes setores. No workshop realizado com a participação de vários atores de toda a cadeia Agroalimentar, desde o produtor rural, indústria e o comércio, as ações mais votadas como prioridades de curto prazo foram as apresentadas abaixo.

As ações estão relacionadas com os fatores críticos de sucesso da rota agroalimentar e indústria do café e ações transversais de infraestrutura e logística, que foram priorizadas e fazem parte do plano de trabalho para 2020.

Ações da Rota Agroalimentar

Fator crítico: Articulação e Integração
Criação de agenda interinstitucional permanente para promoção de produtos regionais orientados ao mercado nacional e internacional.
Fortalecimento da Câmara Setorial das Indústrias de Alimentos e Bebidas.
Promoção de eventos técnicos e mercadológicos em diferentes regiões do estado para integração de atores, modernização tecnológica e organizacional dos sistemas agroalimentares.

Fator crítico: Cultura e Empreendedorismo
Construção de identidade para produtos agroalimentares do Espírito Santo.
Ampliação da capacitação de atores dos sistemas agroalimentares em ferramentas e métodos de gestão e inteligência de mercado.

Fator crítico: Educação
Capacitação dos agentes de órgãos fiscalizadores para padronização do entendimento de critérios da legislação.
Aumento de capacitação para produtores rurais sobre a potencialidade da agregação de valor de seus produtos e subprodutos.
Fator crítico: PD&I e Tecnologia
Desenvolvimento de tecnologias para possibilitar práticas sustentáveis na produção de alimentos.
Credenciamento de laboratórios do Espírito Santo na Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Mapa.

Fator crítico: Política de Estado
Redução dos entraves burocráticos para importação de máquinas e equipamentos.
Ampliação de acesso a tecnologias que possibilitem práticas sustentáveis a agricultores familiares.
Fator crítico: Sustentabilidade
Aprimoramento de programas de manejo de água, dentro de uma mesma bacia hidrográfica, que integram o meio agropecuário e urbano.
Utilização de tecnologias de produção mais limpa (P+L) nos processos produtivos de alimentos.

Ações da Rota da Indústria do Café

Fator crítico: Cultura e Gestão Empresarial
Promoção de evento periódico para visibilidade nacional e internacional do café do Espírito Santo.
Ampliação do uso de tecnologias de rastreabilidade e coleta de dados no setor cafeeiro.
Fator crítico: Mercado
Desenvolvimento de estratégias de comercialização entre a cadeia produtiva do setor cafeeiro que atribua valor de compra baseado na qualidade.
Prospecção de potenciais mercados, nacionais e internacionais, consumidores de café com qualidade e tipicidade.

Fator crítico: PD&I e Recursos Humanos
Desenvolvimento de produtos diferenciados a partir de tendências e demandas mercadológicas.
Ampliação de linhas de pesquisas direcionadas às boas práticas de produção e transformação do café.
Fator crítico: Política Pública
Facilitação ao acesso a linhas de créditos e financiamento para modernização e emprego de novas tecnologias na produção e transformação de café.
Aumento de linhas de fomento para melhoria de infraestrutura industrial, visando o modelo indústria 4.0 no setor cafeeiro.
Ações transversais – Infraestrutura e Logística
Garantia da duplicação da BR 101 no Espírito Santo.
Aprimoramento da infraestrutura da malha rodoviária do Estado.

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